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o Espiritismo

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Depoimento de Arthur Conan Doyle sobre o Espiritismo

Sherlock Holmes e Doutrina Espírita

Sabe o que Sherlock Holmes tem em comum com Espiritismo? Pouca gente sabe mas, Arthur Conan Doyle, criador do personagem foi um importante disseminador da Doutrina Espírita.

Apesar de ter sido criado em berço católico, tendo inclusive frequentado colégios de padres jesuítas, ele foi punido muitas vezes por não concordar com certos conceitos lá pregados.

Certa vez ficou bastante incomodado ao ouvir um padre afirmar que todo aquele que não fosse católico iria para o inferno, o que o fez lembrar de duas coisas importantes ensinadas por sua mãe: que usasse sempre roupas internas de flanela e que jamais acreditasse no castigo eterno. Portanto, ele decidiu abandonar a tradição católica.

Em 1887, Doyle conheceu a Doutrina Espírita por meio de um paciente que afirmava conversar com seu irmão desencarnado. Por não fazer sentido algum para ele, a história o instigou a pesquisar a respeito.

Dois anos depois, Arthur Conan Doyle havia se tornado um escritor renomado com seus romances policiais e a criação do personagem Sherlock Holmes. Apesar da fama e notoriedade, ele não estava satisfeito com sua vida e resolveu matar o personagem, atitude que teve de ser revertida a pedido do público.

A afinidade de Doyle com o Espiritismo estava no fato de que, como era um homem instruído, um pesquisador nato, admirava a Doutrina Espirita por sua moral, por não ser sectária, não condenar os homens ao castigo eterno, não ser intolerante e ser despojada de preconceitos religiosos.

E, em meados de 1914, quando estoura a guerra entre o império Austro-húngaro e a Sérvia, ele percebe que aqueles que estavam em contato com o Espiritismo apresentavam mais resignação porque compreendiam melhor as questões.

Durante aproximadamente trinta anos, Doyle estudou e buscou provas que lhe satisfizessem a razão, o que consegue através da médium Lily Loder-Symonds, que recebe uma mensagem psicografada de seu cunhado Malcon Leckie, falecido no início da guerra. Ali havia referências conhecidas apenas entre eles, o que leva Conan a afirmar: Por fim, deixei de duvidar.

A partir de 1917, ele começa a fazer conferências espíritas. Passou por períodos difíceis, mas sua postura diante dos ataques sofridos só o fez colocar-se em destaque como homem íntegro e de caráter.

Arthur Conan Doyle trabalhou, incansavelmente, a favor do Espiritismo, enfrentando adversários ferrenhos da nova Doutrina, que a desconheciam, colocando-se, na sua ignorância, como defensores de uma moral questionável.

Foi Presidente de Honra da Federação Espírita Internacional, Presidente da Aliança Espírita de Londres e Presidente do Colégio Britânico de Ciência Psíquica.

Ele morreu em 1930, e um de seus biógrafos escreveu: “Pela causa da religião espírita, Conan Doyle deu seu coração, sua fortuna e, por último, sua vida. E, em um sentido espírita, referindo-nos à influência que ele deixou atrás de si, podemos acrescentar apenas isto: Não escrevamos seu epitáfio: ele não morreu.”

IMPERDÍVEL: Melhor do que ler sobre o trabalho de Arthur Conan Doyle acerca da Doutrina Espírita é ouvi-lo falar a respeito. Diante das dificuldades, imposições e preconceitos religiosos da sua época, ele queria ser um “gramofone” do Espiritismo para mostrar às pessoas que não se trata de uma “tolice” como muitas vezes a doutrina é caracterizada.

Confira seu depoimento a partir dos 6:00

 

 

Fonte: FEParaná

 
 
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