CEIC
o Espiritismo

Palestras Públicas
Visita de Maria Helena Marcon a Portugal.

No dia 2 de Junho, chegou a Lisboa a companheira e trabalhadora da Doutrina Espírita Maria Helena Marcon, acedendo a um convite formulado pela dirigente da Associação Espírita de Leiria, Maria Isabel Saraiva.
Foi, pois, com muita alegria que recebemos esta esforçada trabalhadora, que acedeu realizar em Portugal um roteiro de palestras e seminários, bem como ter a oportunidade de conhecer um pouco das belezas históricas deste país.
Rumamos à cidade de Leiria, onde ficou instalada, fazendo algum tempo de descanso absolutamente necessário devidos às muitas horas de viagem.
No dia 3 de Junho, pelas 14.30 horas, Maria Helena Marcon teve o seu primeiro contato com o o público de Portugal, pois na Associação Espirita de Leiria proferiu uma palestra que o público presente muito apreciou.
No dia seguinte, deslocamo-nos a Águeda, uma cidade do centro do país, onde, após uma curta visita pela cidade, nos deslocamos à Associação Espírita Maria de Nazaré, onde fomos recebidas pelo seu dirigente Joaquim Santos, que se regozijou com a presença da visitante.
Pelas 20.30 horas, foram iniciados os trabalhos e, após uma breve apresentação da visitante, do cântico e da prece, foi dada a palavra a Maria Helena Marcon que expôs o tema UMA PRIMAVERA EM PARIS. A exposição foi muito apreciada pelo público que enchia o salão, ficando feliz e grato, desejando um rápido regresso, numa outra possivel oportunidade.
No dia 5, aproveitamos para fazer uma visita a um dos maiores centros de turismo de Portugal, lugar muito apreciado por turistas de todo o Mundo. Fátima é sempre um local a se visitar, não só pelos fatos mediúnicos que ali ocorreram, mas também por ser lugar de fé e oração, além de possibilitar a compra de recordações para os amigos e familiares.
Na sexta feira, dia 6, pelas 20.30 h, na Associação Espírita de Leiria, Malena foi a expositora, tendo a oportunidade de apresentar uma nova palestra tendo como tema JESUS E OS DONS MEDIÚNICOS, que o público muito apreciou, tendo aplaudido de pé e com profundo carinho a expositora, que agradeceu com grande sensibilidade.
Em seguida, Maria Helena teve ainda uma reunião com todos os evangelizadores da Associação Espírita de Leiria, onde foram abordados vários contextos respeitantes à evangelização das crianças e à responsabilidade dos evangelizadores.
No sábado, dia 7, estavam programados SEMINÁRIOS, para os quais foi feita a divulgação por todos os Grupos Espíritas Federados e não Federados do País, que iriam ser realizados em 4 horas cada.
No período da manhã, entre as 9 e 13 horas, o tema abordado foi FAMÍLIA - EXERCITANDO A TERNURA. Foi com muita expectativa e grande concentração que o público assistiu a todo o seminário, pois o seu conteúdo e modo de apresentação prendeu interessadamente a assistência que apenas se levantou para um breve intervalo. Retomados os trabalhos, verificou-se de novo o grande interesse na continuidade da apresentação até ao seu final, quando se realizou o almoço que decorreu na própria Associação, onde foi confeccionado e servido.
No período da tarde, das 14.30 às 18.00h., deu-se continuidade às tarefas, abordando-se agora o tema – TRABALHO EM EQUIPA – JESUS MODELO E GUIA NA ATIVIDADE ESPÍRITA. Também aqui o público assistiu com muito interesse, considerando que o tema envolvia muitos aspectos do dia a dia da Casa Espírita, e a forma de abordagem deixava sugestões para uma maior integração, quer no trabalho, quer no relacionamento inter-pessoal, tendo como Modelo Jesus.
Finda a exposição, que foi fortemente ovacionada, foram convidados os dirigentes dos grupos espíritas presentes a darem a sua opinião sobre a atividade, tendo todos eles ressaltado a profundidade dos temas abordados, a riqueza dos seus conteúdos, com o encadeamento da problemática da Familia e a forma simples, afável e doce como a expositora abordou os temas, criando uma forte empatia entre todos, bem como um clima de simpatia e fraternidade que a todos sensibilizou.
No domingo, dia 8, agora acrescida da companhia de Anna Susy Gonçalves, amiga de Malena, que se deslocou da Alemanha Portugal, aproveitamos para descansar e, simultaneamente, enriquecer-nos com o conhecimento cultural de Portugal. Começamos por conhecer o belíssimo Mosteiro da Batalha, uma verdadeira renda de pedra, onde se encontram os restos mortais de vários reis Portugueses, e o túmulo do Infante D. Henrique, o Navegador que deu origem às descobertas Portuguesas e que no livro de Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, A caminho da luz, nos informa ser uma reencarnação de Helil.
Após a compra de singelas recordações, rumamos a Alcobaça, onde se encontra um imenso Mosteiro, para observar a beleza da sala dos reis, com a sua estatuária em terracota e a belíssima azulejaria, onde está inserida a promessa do primeiro rei de Portugal de oferecer aqueles terrenos para a contrução do Mosteiro, se ganhasse a batalha pela conquista de Santarém aos Mouros, tendo ainda em terracota a estatuária da coroação do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.
Esse Mosteiro reserva ainda outras belezas, a sua imensa cozinha, dispensa e sala de refeições, podendo mesmo se admirar, numa das salas conventuais, a animação feita por um cantor lírico Luis XXXXXXX, que nos delicia com os cânticos interpretados em maviosa voz, que a todos os visitantes impressiona. Na sua majestosa igreja, observamos a impressionante beleza do estilo barroco, e no seu transvesso podemos ainda admirar a beleza da riquíssima escultura dos túmulos de D. Pedro e Inês de Castro, que nos lembra não só um dos fatos mais belos do amor em Portugal, mas ainda o livro Mensagens de Inês de Castro, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier.
Porque nossos estômagos já solicitavam alimento, ali paramos para uma refeição e também para podermos apreciar a doçaria conventual que acompanhou o cafézinho.
Rumamos a outro local histórico, a vila medieval de Óbidos, que ainda conserva o seu casario antigo dentro das muralhas do Castelo, transformado numa pousada, mas permitindo observar toda a sua beleza e imponência. É um reviver do passado podermos olhar as suas ruas estreitas e permanentemente floridas, onde a multidão contínua de visitantes revê as características das construções e da vida medieval.
Iniciamos o regresso a casa, mas ainda tivemos tempo de passar por uma das mais belas e típicas praias de Portugal, a Nazaré, praia de casario branco e ruas estreitas, onde a vida regorgita num contínuo vai e vem, que permite apreciar as lides da pesca, a seca do peixe, mas, especialmente, o traje da mulher nazarena, que mantém ainda a tradição das sete saias, das belíssimas blusas e dos seus maravilhosos aventais bordados. Rumando a sua parte alta, visitamos o Forte com o seu farol, e do alto pudemos observar a plenitude da estuante beleza da praia, do casario, do mar e da natureza, bem como os seus antigos monumentos e típicos presentes.
Findava a maratona desse dia. Impunha-se o regresso a casa para um merecido repouso.
Estávamos, no dia 9, e havia trabalho marcado, pelo que após o almoço, rumamos à bonita cidade da Figueira da Foz, para nos permitir observar a cidade antes do compromisso. A praia da Figueira impressiona pela sua extensão de areia até ao mar, e como a orla é aproveitada para excelente lazer, mas também pela sua construção antiga e moderna, que nos deixa uma imagem de progresso e beleza. Rumando à Associação Espírita da Figueira da Foz, aguardava-nos a sua dirigente Maria Fernanda, que nos acolheu com satisfação e carinho. Mostrou a casa às visitantes e passamos ao início dos trabalhos, abertos com um cântico, apresentação da expositora da noite, pela Presidente da Associação Espírita de Leiria, e prece, Malena apresentou o tema UMA VESTE ESPECIAL.
A sala, com capacidade para duzentas pessoas, estava totalmente cheia e todos absorveram com a melhor atenção os conteúdos da palestra que muito agradou a todos os presentes.
Era dia 10 de Junho, feriado, dia de Portugal e de Camões, pelo que resolvemos deslocar-nos a Lisboa. Entramos pela Avenida Brasil, descemos ao Largo do Marquês, seguimos pela Avenida da Liberdade, apreciamos a belíssima estação do Rossio e o majestoso largo do mesmo nome, onde admiramos o Teatro Nacional e o casario da baixa Lisboeta. Prosseguimos pela Rua do Ouro, observamos o centenário Elevador da Graça, seguimos para o Largo do Município e, parando um pouco adiante, podemos ver o belíssimo arco que encima a praça onde está uma estátua eqüestre, observando daí os edifícios da praça, sobranceiros ao Tejo e velados pelo Castelo de Lisboa. Seguindo, dirigimo-nos a Belém, tendo observado o Museu dos Coches, o Palácio do Presidente da República, a praça do Império, o Mosteiro dos Jerónimos, com a bonita catedral, onde se encontram os túmulos do navegador Vasco da Gama e do épico poeta Camões, apreciando ainda o belíssimo convento com os seus arcos e jardins.
Havia se passado a manhã e tornava-se necessário agora alimentar o corpo. Para não se esquecer do Brasil, optou-se pela picanha, que permitiu matar saudades. Finalizando a refeição, deslocamo-nos à afamada pastelaria dos Pastéis de Belém, onde, além de provar esta afamada iguaria, se tomou um excelente café.
Após fomos apreciar a belíssima Torre de Belém, monumento que foi o marco das partidas das caravelas Portuguesas, na descoberta de novos horizontes.
Mas havia ainda que apreciar o Monumento das Descobertas, o Padrão dos Descobrimentos, que é uma belíssima escultura, lembrando os vários navegadores. Entrando e subindo ao seu ponto mais alto, pode-se contemplar a paisagem lisboeta que é um verdadeiro encanto para os olhos.
Estava-se a meio de uma tarde de verão e havia que rumar a Leiria, findando o roteiro turístico que se havia definido para esse dia.
Era 4ª feira, já havia trabalho agendado, mas isso não impediu que se pudesse visitar o imponente Castelo de Leiria, e alí conhecer um pouco da sua história, mas, especialmente, observar das suas belas arcadas a cidade que, vista daquela altura, assume uma outra dimensão, permitindo ainda ver as suas igrejas e conventos, suas vielas antigas, o bairro judeu e a parte nobre da cidade antiga, como também o seu crescimento e sua modernidade.
À noite, de novo, a Associação Espírita de Leiria aguardava pela palestrante, tendo sido apresentado um novo tema. Como sempre, o público estava profundamente interessado e atento, tendo aplaudido de pé a expositora, que agradeceu sensibilizada o carinho de todos.
Estávamos no dia 12 e nesse dia visitamos Coimbra, começando pelo Convento de Santa Clara, a Nova, tendo feito uma visita para apreciar a sua beleza e também o túmulo da Rainha Santa Isabel, donde pudemos observar o velho Convento de Santa Clara, a Quinta das Lágrimas, e apreciar a paisagem Coimbrã, banhada pelo rio Mondego. Subimos ao Penedo da Saudade e visitamos a velhíssima Universidade de Coimbra
À noite, nossa companheira Malena participou no trabalho de Assistência Espiritual que se realiza na Associação Espírita de Leiria.
No dia 13, estávamos na véspera da partida, mas isso não impediu que, mais uma vez, Maria Helena fizesse palestra para o público da Associação Espírita de Leiria que, de forma muito atenta, ouviu e aplaudiu a expositora, tendo a dirigente agradecido o contributo prestado, a sensibilidade e simpatia demonstrada, que a todos sensibilizou, o que Malena também agradeceu de forma muito afetiva por todo o carinho recebido.
Estávamos no dia da partida. Cedo rumamos a Lisboa, seguindo para Porto Salvo, onde Malena faria sua última intervenção. Recebida com carinho por José Luis, dirigente do Centro Espírita Eurípedes Barsanulfo, que conjuntamente com outros elementos daquele grupo já haviam estado no Seminário realizado em Leiria. Feita a apresentação da expositora, fez-se a prece de abertura e Maria Helena desenvolveu o tema TRÊS VEZES JOANNA.
O público demonstrou muito interesse pelo tema e pela forma afável e simpática como a expositora o expunha.
Finda a palestra, a instituição ofereceu em suas instalações o almoço de despedida, confeccionado por trabalhadora da casa.
Despedimo-nos dos trabalhadores daquela instituição e dirigimo-nos ao Aeroporto de Lisboa para uma despedida verdadeiramente repleta de saudade e gratidão pelo trabalho e pelos laços de amizade que, como trabalhadoras da Doutrina Espírita, esperamos venham a se fortalecer, unindo corações de Pátrias unidas pela História, pela língua, mas especialmente pelo coração.
 
 
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